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Estudo PET – o que é?

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Neste caso, o radiofármaco está associado a um radionuclídeo que emite um tipo particular de radiação, ou seja, um radionuclídeo emissor de positrões. Para obter imagens com este tipo de radiação são necessários aparelhos diferentes das câmaras gama convencionais, ou seja, tomográfos PET ou câmaras de coincidência. Estes equipamentos têm também associados sistemas de computadores que transformam a radiação emitida pelo doente numa imagem, o estudo PET, o qual, depois de trabalhado no computador e fotografado, é mais uma vez interpretado pelo médico com a especialidade de Medicina Nuclear – o nuclearista – que elabora um relatório sobre o exame efectuado. Este relatório, como em qualquer outro procedimento de Medicina Nuclear, é dirigido ao seu médico assistente, para ser usado para o seu diagnóstico e escolha de terapêutica adequada.

O radiofármaco com emissor de positrões mais utilizado é a 18F-fluordesoxiglicose (18F-FDG). Os estudos PET têm a sua aplicação mais extensa em doentes oncológicos (85 a 90% dos casos), embora também sejam muito úteis em diversas situações neurológicas e casos particulares de doentes cardíacos.

Os estudos PET não estão tão disponíveis devido ao facto dos radionuclídeos emissores de positrões serem mais difíceis de produzir e de distribuir pelos centros clínicos e, consequentemente, mais dispendiosos. Em Portugal, até ao momento, só estão a ser efectuados em dois centros clínicos.

Os Estudos PET não devem ser realizados em caso ou suspeita de gravidez, nem em mães a amamentar.